Ampa dá “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”
A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) participou, na quinta-feira (10), no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá, do lançamento da campanha “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil” organizada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE/MT).
O evento, proposto pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocorreu em todo o país em comemoração a 12 de junho, quando é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil com mobilizações em diversas cidades. O objetivo é movimentar e conscientizar a sociedade para a necessidade do combate à exploração da mão-de-obra de jovens e adolescentes.
Para o delegado do núcleo regional centro da Ampa, Alexandre Pedro Schenkel, que representou a associação no lançamento da campanha, o trabalho dignifica o homem, mas não quando se é criança, porque nessa fase da vida devem estar na escola.
De acordo com o produtor, a Ampa desenvolve iniciativas de combate ao trabalho escravo que inclui a erradicação do trabalho infantil. “Nossa missão, que tem nos garantido matéria-prima de qualidade, com reconhecimento internacional, é de sempre trabalhar na produção do algodão socialmente correto”, frisou Alexandre Schenkel, acrescentando que essa é a principal marca da Ampa.
A campanha, além da Ampa, conta com o engajamento de diversas entidades mato-grossenses e nacionais, do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fepet/MT) e Governo do Estado. Na abertura, o governador Silval Barbosa (PMDB) assinou decreto que aprova o Plano Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil. A iniciativa visa criar políticas públicas especialmente voltadas para coibir essa prática.
O lançamento da campanha foi marcado ainda pela realização de partidas de futebol de salão mirim, feminina e masculina. A disputa foi entre as equipes "Criança na Escola Futebol Clube", composta por profissionais da imprensa, e "Criança Brincando Futebol Clube", formada por autoridades e lideranças políticas do Estado.
“Fizemos questão também de jogar essa partida de futsal para mostrar que estamos unidos nessa luta contra a exploração de crianças”, assegurou o produtor Alexandre Schenkel, dizendo que a festa foi maravilhosa e terá muito êxito.
Segundo o superintendente regional do Trabalho, Valdiney Antônio de Arruda, a questão da fiscalização já está sendo trabalhada e iniciativas, como as partidas de futebol, ajudam a agregar mais medidas que garantam a erradicação do trabalho infantil em Mato Grosso.
Ficou a cargo do governador Silval Barbosa marcar o gol simbólico pela erradicação do trabalho infantil. "O gol simboliza o fato de que o Estado tem obtido importantes avanços na erradicação dessa mazela, que é uma praga. As pessoas precisam se conscientizar do mal que fazem para as crianças quando tiram delas a sua infância", assinalou o governador.
Projeto piloto
O Projeto de Combate às Piores Formas do Trabalho Infantil (PFTI) também foi apresentado, com as presenças dos representantes da OIT e coordenadores regional e nacional do Projeto, César Mosquera e Antonio Carlos de Mello Rosa, respectivamente.
A iniciativa é realizada por meio da Cooperação Horizontal na América do Sul, abrangendo países como Brasil, Bolívia, Equador e Paraguai. O intuito é contribuir para a prevenção e erradicação das piores formas de trabalho infantil entre grupos socialmente excluídos e discriminados nos países selecionados.
Nesse contexto, o Brasil apresenta um papel diferenciado por ser fonte da maior parte das boas práticas existentes sobre o tema. Em território brasileiro, Mato Grosso será o foco das atividades nacionais. "Estamos trazendo o projeto piloto para cá porque reconhecemos o esforço que o Estado tem feito em buscar medidas para erradicar o trabalho infantil", revelou Antonio Carlos. De acordo com ele, o fato de o Estado ter reconhecido a existência do problema foi determinante para a escolha.
Para atingir essa meta, a intenção é promover as boas práticas e lições aprendidas sobre as medidas e os procedimentos mais eficazes de inclusão social, prevenção e resgate de crianças e adolescentes afetados pelo trabalho infantil. Uma das formas é adotar a formulação de que lugar de criança é na escola e não trabalhando", destacou o coordenador nacional do PET.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Ampa
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