Presidente da Ampa comemora postura da relatora da ONU
O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Gilson Ferrúcio Pinesso, considerou as declarações à imprensa da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Formas Contemporâneas de Escravidão, Gulnara Shahinian, como extraordinárias.
Na avaliação de Gilson Pinesso, apesar de a relatora ter feito referência aos projetos sociais da Ampa, especialmente ao de qualificação profissional para egressos do trabalho forçado, em parceria com o Ministério do Trabalho por meio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE/MT), ela foi cuidadosa nas afirmações e extremamente profissional. “A relatora, certamente, fez uma introdução do que será o relatório que apresentará à ONU e ao governo brasileiro”, acredita Gilson Pinesso.
Ele disse que tem certeza que a relatora levou do Estado boas impressões sobre as ações sociais desenvolvidas pelos cotonicultores e outros agentes de Mato Grosso. “A reunião que mantivemos em Cuiabá foi muito importante porque tivemos a oportunidade de mostrar projetos que estamos realizando por meio do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e do Instituto Algodão Social (IAS)”, frisou o presidente da Ampa.
Ele apresentou à comitiva da ONU e do governo brasileiro o processo desenvolvido pelos cotonicultores para promover a prática da Responsabilidade Social no campo na produção do algodão socialmente correto por meio da Certificação e do Selo de Conformidade Social. A associação também mostrou o Projeto Japuíra, criado há oito anos, para estender os benefícios da cotonicultura para a população de vários municípios que não trabalham diretamente no setor.
Por último, Gilson Pinesso expôs como tem sido a participação da associação no Projeto de Qualificação de alunos Egressos do Trabalho Escravo e/ou em Situação de Vulnerabilidade em Mato Grosso. Esse programa é coordenado pela Superintendência do Trabalho e Emprego (SRTE/MT).
O presidente da Ampa aproveitou o encontro com a relatora da ONU e anunciou que o Projeto Japuíra será implantado em Cuiabá para trabalhar com os egressos do trabalho forçado e/ou em situação de vulnerabilidade. “Temos muito o que fazer, e os cotonicultores estão a cada dia mais orgulhosos de poder participar dessas ações sociais”, assinalou Gilson Pinesso.
O deputado estadual Otaviano Pivetta (PDT) e produtor de algodão, que representou a Assembleia Legislativa no evento, disse que o cuidado dos cotonicultores, além do meio ambiente, é com as pessoas que trabalham direta e indiretamente na cultura do algodão. “Produzir algodão é preciso motivar as pessoas com respeito e dedicação, oferecendo perspectiva de futuro melhor e dignidade”, finalizou Pivetta.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Ampa
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